OPINIÃO: Carta aberta aos lambe-botas

Quinta-Feira, 08 de Julho de 2021 22:40

OPINIÃO: Carta aberta aos lambe-botas

* Sonir José Boaskevicz

REDAÇÃO – Ao escrever a biografia de Voltaire, a escritora inglesa Evelyn Beatrice Hall acentuou uma das maiores lições de democracia que o Ocidente já viu: “Eu desaprovo o que dizeis, mas defenderei até a morte vosso direito de dizê-lo”. A proposta condensa, de maneira genial, princípios de tolerância, senso de democracia e capacidade de dialogar com argumentos sólidos e não com palpites ou achismos baratos tirados mais do intestino grosso do que da alma. 

Para os que acreditam que eu esteja sendo ríspido em minhas palavras, recomendo que busquem conhecem um pouco mais a índole de alguns indivíduos que, sem luz própria, sem ideias a oferecer ou trabalho original a mostrar, orbitam ao redor dos donos do poder... eu poderia usar também a metáfora dos carrapatos e das pulgas que, sem capacidade de buscar ou produzir seu próprio alimento, se dependuram no primeiro animal que veem e, a partir dele, passam sua vida miserável.

AVISO IMPORTANTE: Jamais mostre que aos parasitas que eles são o que são... ou você verá uma criatura irada e que te odiará pelo resto da vida! Lembrem-se sempre: Narciso acha feio o que não é espelho! Puxa-sacos adoram receber bajulação e viver na mentira que eles criaram ao redor de si... eles são falsos e se sentem bem com a falsidade alheia. A verdade, ao contrário, os machuca e os machucará sempre!

Na política brasileira no geral e na política luverdense em particular há criaturas assim... e, infelizmente, elas são custeadas com dinheiro público (o seu dinheiro!).

Sem qualquer peso moral ou apego à ética, estas pessoas não se preocupam com o histórico daqueles a que servem... tampouco se preocupam em mudar de senhor, desde que a troca lhes garanta alguma vantagem, ganho ou... lucro. Para estes indivíduos, bajular quem está no poder é o que conta, desde que lhes caiam migalhas do banquete do qual eles não participam... vendem a própria alma para Deus e para o diabo ao mesmo tempo, desde que isso lhes renda algum benefício momentâneo.

O LACAIO: O espírito do lacaio, do lambe-botas, funciona da seguinte maneira: o lucro pessoal está acima de qualquer coisa, mesmo que isso represente o prejuízo de todos os demais.

O puxa-saco clássico se presta a qualquer serviço, de leva-e-traz de fofoquinhas de bastidores a parceiro em “esquemas” que, mesmo fora da lei, possam ser... lucrativos. Para o lembe-botas o que importa é estar próximo ao poder. A bajulação é seu maior trunfo e a fronteira entre a mentira e a verdade simplesmente não existe. 

Enfim, acredito mesmo – e com todas as minhas forças – que esta gente precisa ser mantida longe do convívio com pessoas que prezam pelo mínimo de decência nas relações humanas.

* Sonir José Boaskevicz é jornalista e sociólogo em Lucas do Rio Verde

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