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Segunda-Feira, 01 de Março de 2021 06:30

Com UTIs lotadas, municípios de Mato Grosso estudam toque de recolher

Levando em consideração a alta do número de novos casos, óbitos e leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) lotados pela covid-19, municípios mais populosos de Mato Grosso avaliam a possibilidade de adotar medidas mais severas, para frear a contaminação e o colapso da saúde pública.

Além de Cuiabá, os municípios de Rondonópolis, Várzea Grande, Sinop, Sorriso, Tangará da Serra, Lucas do Rio Verde, Primavera do Leste, Cáceres e Nova Mutum estão entre os maiores registros de casos de covid-19.

Conforme o boletim epidemiológico da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), atualizado nesta sexta-feira, a taxa de ocupação de UTIs chegou a 83,70%, o que demonstra colapso na saúde pública. Diversos hospitais não têm mais leitos para atender pacientes contaminados com o novo coronavírus.

A 7ª Promotoria de Justiça Cível de Cuiabá, por exemplo, requereu ao poder judiciário que ordene Cuiabá e Várzea Grande a adotarem, em até 24 horas, publicação de decretos com medidas sanitárias mais restritivas por 14 dias.

No entanto, para não criar conflitos com o comércio e visando avançar na economia, que ficou prejudicada com a pandemia, muitas prefeituras serão cautelosas com as medidas a serem adotadas. Veja como está cada município:

Rondonópolis
Rondonópolis (212 km ao sul de Cuiabá) decretou nesta sexta-feira o toque de recolher, que começa a valer a partir de hoje. O município não tem mais leitos vagos de UTI para pacientes infectados com o novo coronavírus.

Segundo decreto, atividades não essenciais não podem funcionar entre 22h e 5h da manhã. Além disso, bares, restaurantes, igrejas, entre outros, devem restringir o público a 30% da capacidade. Essas medidas valem por 10 dias.

A decisão foi tomada por unanimidade pelo Comitê de Gestão de Crise do coronavírus nessa quinta-feira (25), considerando os dados da pandemia na cidade.

Rondonópolis é o segundo município do estado com alta classificação de risco para o coronavírus, ficando atrás apenas de Cuiabá. Até o momento, 19.178 casos já foram confirmados na cidade.

Sinop
Já Sinop (500 km ao norte), o toque de recolher foi realizado durante período do Carnaval, com duração de 12 dias. A medida acabou na quarta-feira de cinzas. Durante esses dias, o comércio fechava às 22h, e às 23h, começava o toque de recolher.

O decreto foi pensado exatamente para evitar a situação de aumento de casos, explicou a assessoria do prefeito Roberto Dorner (Republicanos). Agora, a prefeitura avalia para este fim de semana se retorna com o toque de recolher.

Sinop é o quinto município com alta classificação de risco para o coronavírus, além de já ter registrado 12.878 casos.

Sorriso
Preocupado com o desenvolvimento econômico, Sorriso (420 km ao norte) sinaliza uma preocupação maior com o lockdown – fechamento total – do comércio. Segundo o prefeito Ari Lafin (PSDB), eles estão em plena safra de soja.Porém, pode buscar endurecer medidas para seguir os protocolos de biossegurança.

“Vamos ter uma reunião segunda-feira para discutir com os comércios, com o secretário de Saúde e através da equipe dele, buscar fazer uma avaliação de tudo isso, um plano de contingência, trabalhando com ações voltadas para evitar aglomerações, fiscalizando eventos e pedindo para cancela-los”, pontuou.

Ainda de acordo com o chefe do Executivo municipal, na próxima semana deve ser definido o plano de contingenciamento. “Precisamos estar unidos com o sindicato e a indústria, porque podemos trazer um prejuízo terrível em questão de emprego. Estamos tentando fazer tudo planejado”, assegurou.

Sorriso também figura na lista dos 13 municípios com indicação alta de contaminação, ficando em sétimo lugar. Ao todo, já foram registrados 10.301 casos.

Várzea Grande
Apesar de ser notificada, a prefeitura de Várzea Grande ainda não soube precisar qual medida tomará. Segundo a assessoria de comunicação, o prefeito Kalil Baracat (MDB) está ciente da situação e se reúne segunda-feira (1) com o Comitê de Enfrentamento a Covid-19.

Porém, admitiu que pode tomar medidas mais severas, visto a situação dos leitos de UTI no estado inteiro. Várzea Grande é o terceiro na lista dos municípios com risco alto de contaminação. Ainda segundo o boletim, já registrou 15.863 casos.

Fonte: Gazeta Digital

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