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Sexta-Feira, 02 de Abril de 2021 21:10

CASO FLORDELIS: Delegada acredita em tese de disputa de poder para assassinato de pastor

Polícia acredita que deputada federal é a mandante do atentado que resultou na morte de Anderson do Carmo
Autor: José Boas

A delegada Bárbara Lomba Bueno, responsável por analisar o caso Flordelis, que resultou no assassinato do pastor Anderson do Carmo, depôs esta semana à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados, por videoconferência. O depoimento durou quase três horas, a delegada apresentou detalhes das investigações e seu parecer parcial sobre os fatos que culminaram na morte do pastor, em junho de 2019. Assista a matéria da Agência Câmara (clique aqui para ver)

Segundo ela, “a motivação final certamente passa por poder. Provavelmente também dinheiro, recursos materiais. Mas poder e invasão de tudo, uma vida, por parte da vítima. Tudo indicava que havia já um substituto da vítima, e a vítima havia percebido isso”.

A afirmação da delegada tem como base os depoimentos de pessoas ligadas ao casal e à família da deputada, inclusive na confissão de culpa de um dos filhos adotivos de Flordelis, Flavio dos Santos Rodrigues, que disse ter atirado em Anderson. Para ela, tudo caminha para indicar que a parlamentar foi, de fato, a mandante do crime.

“Ninguém diz diretamente que teria havido uma ordem explícita da deputada para a execução do crime. Há depoimentos de que a deputada dizia que não aguentava, que isso tinha que ser resolvido de alguma forma. Havia uma reclamação velada, mas não uma ordem direta”, conclui.

O relator do caso na Câmara dos Deputados, Alexandre Leite (DEM-SP), lembra que, para a Mesa Diretora, a questão não é avaliar o crime em si, mas determinar a quebra do decoro da deputada para que ela seja submetida ao processo de cassação do mandato: “há muitas testemunhas, muitos envolvidos, mas vamos nos ater às condutas da deputada e fazer a conexão eventual de quem tiver participação ou conluio ou qualquer outra forma de interação que seja relevante”.

Fonte: Agência Câmara

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