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Segunda-Feira, 17 de Maio de 2021 12:04

AUTORIZADA: Edson Fachin autoriza PF a buscar provas contra Dias Toffoli

Polícia Federal usa delação premiada do ex-governador do Rio de Janeiro, Bernardo Cabral, que aponta Toffoli como parte de um esquema de vendas de sentenças
Autor: José Boas

REDAÇÃO – A Polícia Federal recebeu, na manhã desta segunda-feira (17), a autorização que precisava para começar a investigar e buscar provas sobre as denúncias feitas pelo ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, contra o ministro Dias Toffoli. Em delação premiada, Cabral diz que Toffoli fez parte de um amplo esquema de garantias a um grupo segurança para desviar e lavar dinheiro proveniente de corrupção. O ministro Toffoli, segundo o denunciante, seria responsável por garantir que ações não avançassem no âmbito do STF e, por essa garantia, receberia boas somas em dinheiro.

AUTORIZAÇÃO - As declarações de Cabral foram usadas pela Polícia Federal, que construiu um relatório e entregou ao STF na última terça-feira (11), pedindo que fosse liberada a investigação contra Dias Toffoli. Hoje, o ministro Edson Fachin deu sinal verde aos investigadores. Em seu texto, concordando com as investigações, Fachin cita que há uma cláusula no acordo feito com Cabral que autoriza a Polícia Federal e o MPF a usarem suas informações para investigar outras pessoas. Graças a estas informações, por exemplo, a Operação Lava Jato do Rio conseguiu levantar provas que incriminaram o também ex-governador do estado, Luiz Fernando Pesão.

CARTA DE APOIO - Após o anúncio de que Dias Toffoli poderia ser investigado pela Polícia Federal, líderes de diversos partidos políticos lançaram manifesto repudiando a iniciativa e declarando apoio ao magistrado. O texto é assinado por parlamentares do PT, PCdoB, Solidariedade, Rede, PSOL, MDB, PSDB e PL. 

Leia a carta, na íntegra:

Na noite de ontem, soubemos pela Folha de S.Paulo que a Polícia Federal, fundamentada exclusivamente na colaboração premiada do ex-governador Sérgio Cabral, encaminhou para a Suprema Corte pedido de abertura de inquérito para investigar o ministro Dias Toffoli, então presidente do TSE.

Diante deste fato, nós, subscritores da presente nota, gostaríamos de externar, primeiramente, nossa preocupação com a conduta adotada pela Polícia Federal após a Procuradoria Geral da República já ter opinado pelo arquivamento de todas as investigações decorrentes da colaboração do condenado Sérgio Cabral, justamente por falta de consistência em suas informações.

Ao mesmo tempo, gostaríamos de registrar nossa solidariedade ao Ministro Toffoli que, de maneira injusta e criminosa, foi alvo de ataques inaceitáveis pelo supracitado delator.

Nós, que convivemos com o ministro Dias Toffoli enquanto presidente do TSE, registramos a forma imparcial e correta com que conduziu aquela Corte Eleitoral, primando, sempre, em sua atuação, pela isenção e senso de Justiça”.

LEIA TAMBÉM: NA MIRA DA PF: Suspeitas de repasses ilegais de dinheiro a Dias Toffoli

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Fonte: Jornal de Brasília

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