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Terça-Feira, 23 de Fevereiro de 2021 06:54

Delegado foi alertado de esquema no Detran envolvendo Paulo Taques

Diálogos recuperados do celular do ex-secretário de Segurança Pública (SESP), Rogers Jarbas, revelam que o mesmo foi alertado pelo seu antecessor do cargo, Mauro Zaque, do esquema de corrupção no Departamento de Trânsito do Estado de Mato Grosso (Detran) e a possível participação do então chefe da Casa Civil Paulo Taques.  

A conversa entre Jarbas e Paulo Taques ocorreu em julho de 2017, quando as investigações da grampolândia pantaneira estava a todo vapor.  “Estou resgatando na memória alguns fatos que considero relevantes. Como foi a conversa com o Zaque e o Galindo com vc sobre a suspeita a meu respeito no Detran?”, questiona Paulo, que é primo do ex-governador Pedro Taques. "Foi apenas com Mauro Zaque. Ocorreu no final de 2015”, responde Rogers.  

Em 2015, Rogers Jarbas era presidente do Detran. E Paulo Taques chegou a ser preso em 2018 pelo Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco) sob acusação de participação num esquema de propina de R$ 30 milhões no órgão.  

O nome de Paulo Taques veio à tona em 2018, quando a empresa FDL Serviços de Registro, Cadastro, Informatização e Certificação Ltda - atualmente EIG Mercados -, investigada na Operação Bereré por pagamento de propina no âmbito do Departamento Estadual de Trânsito (Detran/MT), contratou o escritório do ex-secretário-chefe da Casa Civil, Paulo Taques, para representá-la. O acordo foi assinado no dia 6 de outubro de 2014, um dia após o governador Pedro Taques (PSDB) ser eleito.  

O ex-chefe da Casa Civil, Paulo Taques, teria recebido R$ 2,6 milhões do empresário José Ferreira Gonçalves Neto, sócio da EIG Mercados Ltda, para manter o contrato milionário da empresa com o Departamento de Trânsito (Detran).   A informação consta na colaboração premiada do empresário junto ao Ministério Público Estadual.  

Além de Paulo Taques, também foi preso na operação o ex-deputado Mauro Savi. Em 2020, aos 45 anos, Jarbas pediu aposentadoria do cargo de delegado da Polícia Civil. 

Outro lado

Delegado aposentado Rogers Jarbas foi procurador pela reportagem para se manifestar sobre o assunto e não retornou às ligações telefônicas. Já Paulo Taques disse que não conhece o teor do relatório e por isso não pode se manifestar. "Pois não sei se é verdadeiro e se as tais mensagens não foram criadas, disse.

Fonte: Gazeta Digital

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