Após críticas a delegado na AL, sindicato repreende deputado

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Por Midia News em 22 de Março de 2019 ás 06:46

O Sindicato dos Delegados de Polícia de Mato Grosso (Sindepo) emitiu uma nota lamentando as críticas feitas na tribuna da Assembleia Legislativa pelo deputado estadual Delegado Claudinei (PSL) contra o titular da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) da Polícia Civil, Flávio Stringuetta.

Claudinei e Stringuetta protagonizaram uma discussão em um grupo de WhatsApp de delegados da Polícia Civil e, na sessão da última terça-feira (19), o deputado subiu na tribuna acusando Stringueta – entre outros pontos - de usar as redes sociais para se autopromover e sair do “ostracismo”.

“A Presidente do Sindepo vem a público lamentar que questões interna corporis sejam levadas a público, vulnerabilizando a Instituição e os servidores que nela laboram”, disse a presidente do Sindicato, delegada Maria Alice Barros Martins Amorim, em trecho da nota encaminhada à imprensa.

Apesar de reconhecer o trabalho do delegado Claudinei e a importância do mandato que lhe foi deferido pelos eleitores, a delegada Maria Alice deu um “puxão de orelha” no colega. “Entendemos que o plenário de uma Casa de Leis não é lugar adequado para tratar questões e desentendimentos pessoais. Palavras ditas no calor da emoção jamais poderão sobrepor as realizações de profissionais tão gabaritados e que tanto contribuem para o fortalecimento da categoria e para a segurança de Mato Grosso”, afirmou ela.

Ainda na nota, a presidente diz que a sociedade de Mato Grosso reconhece o profissionalismo do delegado Flavio Stringetta, bem como dos demais profissionais que compõem a GCCO. Segundo ela, não cabe a qualquer outro delegado questionar investigações por eles não vivenciadas. A declaração soa como uma resposta aos questionamentos feitos por Claudinei relativos às investigações que trataram do esquema de grampos ilegais operado pela Polícia Militar em Mato Grosso.

Na tribuna, Claudinei acusou Stringueta de confundir problemas pessoais com profissionais. Isso porque, em 2017, foi Stringueta que cumpriu mandado de prisão contra o então secretário de Estado de Segurança Pública, Rogers Jarbas, que também é delegado e acusado de participação na chamada “grampolândia”. Para o deputado, a prisão de Rogers foi realizada forma "vexatória" na frente dos outros colegas.

“Palavras passam, mas o trabalho sólido realizado por estes profissionais sempre ficará”, concluiu a presidente Maria Alice.

 

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