CRM abre sindicância para investigar morte de mulher após cirurgias plásticas

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Por Gazeta Digital em 16 de Maio de 2018 ás 07:15

O Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM) abriu sindicância para investigar a morte de Edléia Daniele Fereira Lira, 33, e afirma que a empresa e os profissionais envolvidos no programa de plásticas a preços populares não têm inscrição e nem responsável técnico cadastrado no órgão no Estado. Até esta segunda-feira (14), o CRM e a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) em Mato Grosso não tinham conhecimento sobre os médicos e profissionais que realizaram as cirurgias e nem a confirmação de quais procedimentos foram feitos.

O “Plástica para Todos” é anunciado por meio de redes sociais. São vendidos procedimentos a preços mais baixos e com condições de pagamento que variam de 12 a 24 vezes. Segundo informações em um grupo no qual o programa foi anunciado, as plásticas variam de R$ 4,9 mil a R$ 12,8 mil e são realizadas por 3 médicos em todo o país. Os profissionais não são de Mato Grosso.

Segundo a presidente do CRM-MT, Maria de Fátima de Carvalho Ferreira, o conselho tomou conhecimento da morte de Daniele Bueno pela imprensa e solicitou informações e prontuários médicos sobre o caso.

O médico cirurgião plástico e titular da SBPC em Mato Grosso, Jubert Sanches, explica que a associação é contra esse tipo de projeto e que alguns dos médicos que participam do programa já respondem a sindicância e são investigados pela prática que infringe as normas estabelecidas. A orientação, segundo ele, é para que as pessoas não utilizem esse tipo de programa, pois estão fora das normas éticas da medicina.

A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica divulgou nota na qual se solidariza com os familiares pela perda de Danielle e afirma que defende o cumprimento de normas e critérios científicos que garantam a segurança do paciente.

 

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