Mauro articula com senadores para incluir estados e municípios no texto da reforma

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15 de Julho de 2019 ás 09:51

O governador Mauro Mendes (DEM) está iniciando as articulações junto à bancada de Mato Grosso no Senado pela inclusão de estados e municípios no texto da reforma da Previdência. A matéria segue para a Casa Revisora após aprovação do texto-base na Câmara dos Deputados.

Mauro anunciou que trabalharia pela inclusão dos estados e municípios no Senado, logo após a aprovação pela Câmara dos Deputados. O democrata acompanhou a votação em Brasília e gravou vídeo comemorando o resultado junto com a bancada de deputados federais.

Entre os senadores, Selma Arruda (PSL) já declarou que é contrária a medida. Entretanto, Mauro deve contar com o apoio de Jayme Campos (DEM) e Wellington Fagundes (PL).

“Temos trabalhadores no setor público e no setor privado. Como vai ser se tivermos um modelo de previdência na União, em cada estado um tipo de previdência e em cada município um tipo de previdência? Vocês acham que 5.600 municípios brasileiros em ano pré-eleitoral vão conseguir fazer reforma da Previdência? Os estados brasileiros vão aprovar?”, questionou o governador ao defender que os entes sejam incluídos na PEC quando chegar ao Senado.

Para sustentar o posicionamento, Mauro cita o déficit da previdência em Mato Grosso. Segundo ele, o rombo mensal chega a R$ 100 milhões e é coberto com recursos da Fonte 100, que deixam de ser investidos em políticas públicas que beneficiam a população.

“Todo mês temos R$ 100 milhões de prejuízo com a previdência. O servidor contribui com 11% e o Estado contribui com 22%. Somamos essas duas contribuições e faltam R$ 100 milhões. Sabe de onde sai isso? Do seu bolso e dos impostos que pagamos. Todo mês a situação fica pior e temos que mudar isso”, completou.

Além da inclusão dos estados e municípios na reforma da Previdência, Mauro defende a criação do Fundo Complementar no Estado. A medida já foi aprovada pelo Conselho do MT Prev e deve ser encaminhada para aprovação da Assembleia em breve.

 “No Brasil, 17 estados já criaram sua previdência complementar. Os servidores que entrarem, a partir do momento da criação, vão contribuir mensalmente ou se aposentarão com mesmo teto da iniciativa privada que hoje é de pouco mais de R$ 5,8 mil. Não é obrigado a aderir, mas se não aderir, vai ganhar o mesmo teto que o trabalhador da iniciativa privada”, concluiu.

 

Fonte: https://www.rdnews.com.br/executivo/mauro-articula-com-senadores-para-

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