Maggi não concorda com fusão de Ministérios e não aceita convite de Bolsonaro

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Por 24 Horas News em 23 de Outubro de 2018 ás 08:42

Depois de ver na imprensa, que o candidato à presidência Jair Bolsonaro (PSL) pretende colocar no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, que deve ser fundido com o Meio Ambiente, um pecuarista que defende a devastação da floresta amazônica, o ministro Blairo Maggi, disse nesta segunda-feira, em visita ao novo Pronto Socorro de Cuiabá, que não pretende aceitar um eventual convite de Bolsonaro para ocupar um de seus ministérios. Diz que não concorda com a fusão de seu ministério com o Meio Ambiente e que estará deixando a temporariamente a vida pública para cuidar de suas empresas e negócios.

 “Reassumir o ministério está fora de cogitação. Eu entendo que somos um Governo que será substituído pela oposição. Independente de ser Haddad ou Bolsonaro, ambos são oposição a este Governo. É muito difícil dar sequência a algum tipo de Ministério quando um Governo de oposição ganha. É impossível? Não. Mas não é trivial. O Ministério da Agricultura esta se preparando para entregar a Pasta no dia 31 de dezembro, com informações do que fizemos e com o que precisa ser feito”, definiu Blairo Maggi, durante visita às obras do novo Pronto-Socorro de Cuiabá.

 Maggi explicou que a fusão dos dois ministérios não é uma coisa boa pois  exercem atividades divergentes e, “em alguns momentos antagônicas”, sendo, portanto, inviável que um único gestor responda pelas duas Pastas.

“Eu, que estou lá dentro, não tenho condições de coordenar dois Ministérios tão grandes e de certa forma, em alguns momentos, antagônicos, ainda que suas políticas devam ser comuns ao final. Não só pelas questões da Agricultura, mas, por exemplo, como é que um ministro que defende as questões do campo vai defender licenciamento ambiental em plataforma de petróleo, em alto mar, no pré-sal? Como vai fazer licenciamento de uma usina termoelétrica nuclear? São coisas que, embora tenha o Ibama, no final quem tem que sentar lá é o ministro. Acho que é complicado esse tipo de coisa e acho, inclusive, que deve ser revisto”.

 Maggi afirmou, ainda, que a partir de janeiro de 2019, com a saída do Mapa e o fim de seu mandato enquanto senador, do qual está licenciado desde 2016, deverá voltar para Mato Grosso e desenvolver projetos “fora da política” e que evidenciem o potencial do Estado.

 “Eu volto para a minha vida privada aqui no Estado e pretendo seguir nessa linha. Pretendo também voltar a visitar alguns lugares, não pela política, mas também para mostrar que Mato Grosso é um estado viável e que o que enfrentamos nesse momento é desequilíbrio de fluxo de caixa”.

 

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