João Arcanjo Ribeiro volta para a cadeia por voltar a movimentar o jogo do bicho

» Polícia

30 de Maio de 2019 ás 06:34

O ex-comendador João Arcanjo Ribeiro, rei do jogo do bicho em Mato Grosso e que passou 15 anos nas prisões de Mato Grosso e federais voltou para a cadeia nas primeiras horas desta quarta-feira. Seu genro Giovanni Zem Rodrigues e mais 31 pessoas estão sendo presas nesta manhã em operação Manthus, realizada pelo Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado Gaeco em conjunto com a Polícia Federal. A prisão é por suposta volta da movimentação do jogo do bicho em Cuiabá e várias cidades do Estado.
 
João Arcanjo Ribeiro estava dormindo em sua mansão no bairro Boa Esperança, em Cuiabá, quando foi surpreendido pela chegada de várias viaturas militares que cercaram todo o quarteirão. Acordado ele recebeu voz de prisão. Em revista a sua casa, agentes federais e militares iniciaram a procura de provas contra o bicheiro. Foram encontrados R$ 300 mil, que o bicheiro não informou a procedência.
 
João Arcanjo Ribeiro, conhecido como “Comendador”, é acusado de liderar o crime organizado em Mato Grosso, nas décadas de 80 e 90, sendo o maior “bicheiro” do Estado, além de estar envolvido com a sonegação de milhares de Reais em impostos, entre outros crimes.
 
No ano de 2002, Arcanjo foi alvo da operação da Polícia Federal, Arca de Noé, em que teve o mandado de prisão preventiva expedido pelos crimes de contravenção penal, formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e homicídio. A prisão do bicheiro foi cumprida em abril de 2003 no Uruguai. Arcanjo conseguiu a progressão de pena do regime fechado para o semiaberto em fevereiro de 2018, após 15 anos preso.
 
Operação Sodoma
 
 O empresário Frederico Müller Coutinho é um dos delatores da Operação Sodoma, que investigou fraudes que resultaram na prisão do ex-governador Silval Barbosa. Müller trocava cheques no esquema e chegou a passar dinheiro para o então braço direito do ex-governador. Os cheques teriam sido emitidos como parte de um suposto acordo de pagamento de propina ao grupo político do ex-governador.
 
Durante as investigações, foi identificada uma acirrada disputa de espaço pelas organizações, havendo situações de extorsão mediante sequestro praticada com o objetivo de manter o controle da jogatina em algumas cidades.
 
Dinheiro no exterior
 
Os investigadores também identificaram remessas de valores para o exterior, com o recolhimento de impostos para não levantar suspeitas das autoridades. Foram decretados os bloqueios de contas e investimentos em nome dos investigados, bem como houve o sequestro de ao menos três prédios vinculados aos crimes investigados.
 
Os suspeitos vão responder pelo crime de organização criminosa, lavagem de dinheiro, contravenção penal do jogo do bicho e extorsão mediante sequestro, cujas penas somadas ultrapassam 30 anos.
 
O delegado titular da Gerência de Combate ao Crime Organizado, Flávio Stringueta, cita a integração entre a GCCO e a Defaz como um dos pontos principais para o êxito das investigações. “Em especial, dos Núcleos de Inteligência, que desempenharam um trabalho de excelência, sob a coordenação do delegado Luiz Henrique Damasceno”, destacou.
 
Para o delegado, Luiz Henrique Damasceno, um dos coordenadores das investigações, a ação demonstra o trabalho qualificado da Polícia Civil. que por meio do uso do Laboratório de Dinheiro, visou atacar principalmente o aspecto financeiro das organizações crimimosa.
 

Fonte: 24 Horas News

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