Estudante vai responder a ato infracional após ameaçar colegas

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Por Midia News em 16 de Abril de 2019 ás 06:36

O estudante de 15 anos que postou fotos com uma arma em punho e proferindo ameaças aos alunos do Colégio Coração de Jesus, em Cuiabá, irá responder a ato infracional análogo ao crime de ameaça. Segundo a Polícia Civil, um procedimento foi instaurado na Delegacia Especializada do Adolescente (DEA) para apurar o fato após forças de segurança serem acionadas na noite de domingo (14).

Tanto o adolescente quanto os pais dele já foram ouvidos, segundo a delegada Anaíde Barros, titular da DEA.A polí cia foi acionada após imagens serem espalhadas em grupos de Whatsapp sobre as postagens feitas pelo adolescente de 15 anos em sua conta no Instagram.

Um dos posts mostra o aluno com uma arma na mão, rosto vendado, e a legenda: "Segunda-feira tem aula, hein". Em outra postagem, ele empunha uma arma com uma mira a laser. "Quando você ver essa luz, corra", diz.

Em um vídeo também postado nas redes sociais do adolescente, o pai se desculpa pela "brincadeira de mau gosto" do filho e diz que a arma usada por ele nas postagens é de airsoft, usada para recreação.

As notícias de atentados em escolas tomaram proporção, após o massacre cometido na Escola Raul Brasil, em Suzano (SP), em 13 de março de 2019, que deixou 10 mortos - entre eles, os dois atiradores.

Em Mato Grosso, jovens encorajados pelas redes sociais passaram a espalhar mensagens de violência (áudios e texto) e ainda postagens com armas de fogo, mesmo que supostamente sem poder letal ou de brinquedos.

Esse não é o primeiro caso de ameaças de ataque a escolas registrado em Mato Grosso e, posteriormente, tratado como uma "brincadeira de mau gosto" pelos envolvidos. Por meio de nota, a Polícia Civil informou, nesta segunda-feira (15), que irá adotar medidas enérgicas em casos de ameaças em redes sociais a escolas no Estado.

De acordo com a polícia, todo infrator ou infratores e seus pais serão responsabilizados criminalmente pelas disseminações das promessas de ataques nas unidades de ensino, em qualquer município do Estado.

Também haverá cobrança de valores financeiros dos prejuízos gerados pela mobilização das forças de segurança, para apuração de fatos até então, todos averiguados como inverídicos, tratados pelos envolvidos como “brincadeira de mau gosto”. No entanto, na Segurança Pública são vistos com atos de ameaças e de apologia ao crime, passíveis de responsabilização criminal.

Conforme a polícia, monitoramentos são realizados constantemente pela Gerência de Combate a Crimes de Alta Tecnologia (Gecat) e a Gerência de Operações de Inteligência (GIP), ambas ligadas à Diretoria de Inteligência, visando à identificação dos membros dos grupos em que se notícia promessas de ataque em escola. O trabalho conta com apoio das delegacias de polícia dos locais com denúncias.

O diretor metropolitano da PJC, Douglas Turíbio, reforçou as providências no âmbito da Delegacia e outras medidas que serão tomadas em nível da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), a fim de levantar as despesas para ressarcimento do Estado.

 

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