Aluno que sugeriu massacre em escola chora e se diz arrependido

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Por Midia News em 19 de Março de 2019 ás 06:22

O adolescente de 17 anos - que criou um grupo no aplicativo de mensagens "Telegram" onde anunciava a ideia de um massacre na Escola Estadual União e Força, em Cáceres (a 234 km de Cuiabá) - chorou muito e afirmou estar “arrependido da brincadeira de mau gosto” durante interrogatório na Polícia Civil.

A denúncia do caso foi feita à polícia pelo pai de um aluno da unidade escolar na sexta-feira (15). Ele afirmou que o filho foi adicionado em um grupo do aplicativo nomeado como: "Massacre no União e Força". Ao MidiaNews, o delegado responsável pela investigação Alex Cuyabano, contou que o adolescente que criou o grupo afirmou, durante interrogatório, ter “envergonhado muito os pais”.

 “Nós ouvimos vários menores da escola. Quem criou o grupo está muito arrependido, chorou bastante, acha que envergonhou muitos os pais e que foi uma brincadeira de mau gosto”, disse. Ainda segundo o delegado, após as investigações da polícia, foi descartado o risco de planejamento de um massacre na escola estadual.

O jovem afirmou ter criado o grupo após ver outros grupos de escolas comentando sobre o massacre na Escola Professor Raul Brasil, no município de Suzano, em São Paulo, realizado por Guilherme Taucci Monteiro, de 17 anos, e Luiz Henrique de Castro, 25 - que se suicidaram logo após o ataque. Uma hora após a criação, o grupo foi excluído pelo próprio adolescente, segundo o delegado.

“O grupo criado durou uma hora só e ele mesmo deletou. Não há nenhuma descrição de uma ‘arquitetação’ de um plano para atacar a escola. Foi mais uma brincadeira de mau gosto”, explicou. Alex Cuyabano também afirmou que a “brincadeira” do adolescente causou grande pânico no município e nos alunos da unidade escolar.

Ao todo, 14 estudantes de grupo de 18 integrantes do grupo foram ouvidos pela Polícia Civil. Todos tinham entre 15 e 17 anos de idade. Os envolvidos no grupo não têm histórico de infrações penais ou mesmo ocorrências no âmbito escolar, segundo o delegado. Mesmo assim, uma sindicância de apologia ao crime foi lavrada e será encaminhada ao Ministério Público Estadual, para a tomada das medidas cabíveis em relação aos menores.

A Coordenação da escola também deverá realizar avaliação psicológica em todos os alunos que participaram do grupo no Telegram.

 

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