Médica suspeita de mandar matar prefeito já foi presa por atuar como falsa pediatra

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Por RDNews em 12 de Janeiro de 2018 ás 07:20

Acusada de ser a mandante do assassinato do prefeito de Colniza, Esvandir Antônio Mendes, o Vando Colnizatur (PSB), a médica Yana Fois Coelho Alvarenga responde a outro processo criminal pela suspeita de atuar falsamente como pediatra. Ela chegou a ser presa pelo crime.

Na ação que tramita na Vara Única de Colniza, o Ministério Público Estadual afirma que o crime ocorreu em meados de fevereiro de 2015, no Hospital André Maggi. Neste período, Yana entregou ao responsável pela unidade um certificado falso de conclusão de residência médica na especialidade de pediatria da Universidade de São Paulo, Faculdade de Medicina.

Ao ser questionada pela polícia onde teria realizado a residência, a médica relatou que foi na USP de São Paulo, informação que foi desmentida pela universidade. Ela acabou confessando que não possuía título em pediatria.

O fato narrado pelo MPE ocorreu entre abril e maio do mesmo ano, quando a médica inseriu declarações falsas, “com o fim de alterar a verdade sobre fato juridicamente relevante”. Segundo a denúncia, Yana colocou no perfil do hospital em rede social a informação de que é pediatra com pós-graduação em dermatologia.

Morte de prefeito

A médica se tornou ré em novo processo criminal pela execução do prefeito Vando. Na denúncia, o MPE afirma que Yana, presa preventivamente, tinha conhecimento de toda a trama criminosa, e não apenas compactuou e anuiu, como também prestou todo o auxílio que fosse necessário para que o assassinato do prefeito fosse realizado.

Além de Yana são réus na ação: Antônio Pereira Rodrigues Neto (esposo da médica), Zenilton Xavier de Almeida, Welisson Brito Silva. De acordo com a denúncia, para matar o prefeito foram usadas duas armas de fogo, um rifle, calibre .22, CBC, com numeração raspada e um revólver calibre 38, marca Taurus, com número de série PH433671. Os denunciados também se uniram a um adolescente de 15 anos para cometer o crime.

Com relação a Vando, a qualificação do crime é homicídio consumado. Já em relação às vítimas Admilson Ferreira dos Santos, Walison Jones Machado Lara e Rosemeire Costa, o crime foi qualificado como homicídio tentado. Quanto ao adolescente aliciado, foi de corrupção de menores e entrega de veículo automotor à pessoa não habilitada.

Havia a promessa de uma recompensa de R$ 5 mil cada para Zenilton e Welison, que seriam pagos por Yana e Antônio, que “cometeram o homicídio por motivo torpe consubstanciado em motivo abjeto, desprezível, depravado, repulsivo relacionado a questões pessoais/políticas”, diz a denúncia.

Segundo os promotores Leandro Túrmina e Willian Oguido Ogama, após o assassinato, a médica prestou o auxílio necessário para que Antônio, Zenilton e Welison fugissem. Depois de contatar Antônio, Yana determinou que o adolescente (que tinha pleno conhecimento dos fatos) fosse buscar os executores com um veículo que já estava à disposição para este fim.

Para o MPE, Yana e o companheiro/denunciado Antônio “promoveram, organizaram, cooperaram e dirigiram a atividade dos outros denunciados”, tendo em vista que Zenilton e Welison eram conhecidos do casal e foram contratados para a execução do crime, assim como o adolescente.

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