Mauro Mendes diz que talvez quatro anos não sejam suficientes para arrumar Estado

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Por Olhar Direto em 27 de Abril de 2019 ás 08:08

Recentemente o governador Mauro Mendes (DEM) revelou a possibilidade de fechar 2019 com um déficit abaixo do que o estimado quando assumiu o Governo, de R$ 1,7 bilhão. As medidas implementadas por sua equipe já vêm dando resultados e, segundo o governador, as contas estão “caminhando bem”, mas os números, para ele, estão longe de ser satisfatórios. Devendo a cerca de 11 mil fornecedores, Mendes considera improvável que seu Governo “arrume” o Estado em apenas um mandato.

 “Eu não estou satisfeito, porque existe muita coisa ainda ruim no Estado. Eu não posso estar satisfeito com tanto problema na saúde, com tanta estrada arrebentada. Agora, dentro da dura realidade que nós temos, eu digo que nós estamos caminhando bem. Mas é tanto problema, foi tanta confusão, é tanto fornecedor atrasado, tanta estrada esburacada, que talvez nem quatro anos seja suficiente para arrumar tanta coisa ruim que foi deixada”, avaliou o governador.

Este mês, seguindo hábito adotado desde o início de sua gestão, Mendes divulgou balanço mensal das contas do Executivo e revelou uma redução de quase 50% no “rombo” do orçamento, no comparativo com o mês anterior. O valor é a somatória de tudo que foi arrecadado, o que foi pago e as despesas não pagas no mês.

“Nós temos muitas ações, algumas já estão até sendo implementadas de forma invisível, mas que tem dado um resultado muito interessante dentro dos objetivos que nós temos para Mato Grosso. Essa estratégia ela vai trazendo resultados e eles já são percebidos. Como exemplo: no ano passado nos programas de atenção básica o Governo só pagou janeiro, atrasou 11 meses os repasses às Prefeituras, está lá nos relatórios. Nós já estamos com janeiro, fevereiro e março em dia”, disse.

Segundo o governador, novos ajustes seguirão sendo feitos. “Existe uma estratégia muito bem montada por nós e que está sendo montada gradativamente. Existem passos que ainda serão dados, que estão dentro do planejamento e que oportunamente as pessoas vão ficar sabendo. Eu sempre digo que se é estratégia não se pode divulgar antes, porque senão fura a estratégia”, ponderou.

 

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