Tenente tenta anular provas colhidas pela PC

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Por Gazeta Digital em 16 de Abril de 2019 ás 06:42

Tenente Izadora Ledur de Souza Dechamps participou nesta segunda-feira (15) da audiência de instrução, realizada na 11ª Vara Criminal Militar de Cuiabá, sobre a ação penal que responde pela morte do ex-aluno do Corpo de Bombeiros, Rodrigo Claro. Uniformizada, ao ser iniciada a audiência pelo presidente, Marcos Faleiros, Ledur bateu continência aos juízes militares que compõe o conselho de sentença.

Defesa de Ledur pede para que o caso seja julgado na Justiça Militar e afirma dizendo que a Polícia Judiciária Civil (PJC)  não tinha competência para apurar o caso, está pedindo para anular as provas produzidas.

Os juízes militares, por maioria de 4 votos, rejeitaram o pedido da defesa para a permanência das provas produzidas pela Polícia Civil durante a investigação da morte de Rodrigo Claro.

Caso

Rodrigo Claro morreu no dia 15 de novembro de 2016 após participar de treinamento e atividades aquáticas, pelo 16º Curso de Formação de Soldado Bombeiro do Estado de Mato Grosso. Segundo denúncia do Ministério Público, a vítima foi submetida a sessões de afogamento durante a travessia na lagoa, sob o comando da tenente Ledur, o que resultou na morte.

Ledur responde também processo criminal, por tortura com resultado morte, na Justiça Militar. Na próxima semana, por sinal, serão ouvidas as últimas testemunhas e está marcado também o depoimento da acusada. A tenente ficou mais de 700 dias de licença médica após a morte do aluno. Voltou recentemente para a corporação e tenta a promoção para capitã.

 

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