Juiz Faleiros adia julgamento da Grampolândia

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Por HiperNotícias em 14 de Março de 2019 ás 06:56

O juiz Marcos Faleiros da Silva, da 11ª Vara Criminal Militar de Cuiabá, adiou o julgamento da ação penal relativa aos crimes militares cometidos no esquema de interceptações telefônicas ilegais, que ficou conhecido como Grampolândia Pantaneira. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (13), após o pedido de reinterrogatório do coronel Evandro Lesco e do cabo Gerson Luiz Ferreira Correa Júnior, ambos da Polícia Militar.

Assim como Lesco, Gerson pediu para depor novamente para dar mais detalhes do caso das interceptações telefônicas ilegais, que ficou conhecido como Grampolândia Pantaneira, esquema que envolveu a alta cúpula da Polícia Militar e até mesmo o secretário da Casa Civil na ocasião, Paulo Taques, primo do ex-governador Pedro Taques.

O julgamento do caso, no âmbito militar, estava marcado para os dias 20, 21 e 22 deste mês, mas foi adiado. O requerimento de reinterrogatório feito pelos advogados de Lesco, foi protocolado na tarde de terça-feira (12). Os advogados de Gerson adotaram o mesmo expediente e fizeram o mesmo pedido ao juiz, que acatou ambos.

Faleiros agendou os reinterrogatórios para os dias 16 e 17 de julho, as 13h30. Na decisão, o magistrado também marcou para os dias 14, 15 e 16 de agosto, as 13h30, o julgamento da ação penal, na esfera militar.

“Verifico que os acusados pleiteiam a designação de sessão, a fim de serem reinterrogados, uma vez que há ponderações que merecem maiores esclarecimentos, além de elucidações que não foram trazidas durante a instrução processual”, apontou Faleiros, em sua decisão.

Além de Lesco e Gerson, são réus na Grampolândia Pantaneira, na ação que tramita na Justiça Militar, o tenente-coronel Januário Antônio Edwiges Batista e os coronéis Zaqueu Barbosa e Ronelson Jorge Barros.

Zaqueu teve contra ele pedido de condenação por falsificação de documento público e falsidade ideológica, assim como Gerson, além de responder, junto com Lesco, por operação militar sem ordem superior. O MPE pediu a absolvição de Barros e Januário.

 

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