Corte de pontos em MT deixa mais de 15 mil educadores sem salários neste mês

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11 de Julho de 2019 ás 06:04

O corte do ponto dos grevistas, determinado pelo governador Mauro Mendes (DEM), ainda em maio, e com aval do Poder Judiciário, deixou 15.211 profissionais da educação sem salários neste mês. O número obtido com exclusividade por  inclui professores, técnicos e profissionais de apoio das escolas públicas estaduais de Mato Grosso.
 
A secretaria estadual de Educação (Seduc) tem  39.030 servidores. O corte salarial atinge 38,9%   do total.
 
Ontem (10), o Governo do Estado pagou a primeira parcela da folha salarial de junho, depositando nas contas R$ 5,5 mil,  num total R$ 373,7 milhões. Com isso,  quita 79,05% dos salários e proventos de aposentado, pensionistas e servidores da ativa. A folha total de pagamento do mês de junho soma R$ 472, 7 milhões.
 
O último levantamento da Seduc aponta que das 767 escolas da rede estadual, 441 (57,50%) não estão mais em greve.  Segundo o Executivo, outras 326 (42,50%) unidades seguem com as atividades paralisadas.
 
 Nesta quinta (11), os grevistas realizam assembleia para debater a proposta do Governo que pode por fim a greve iniciada em 27 de maio. A promessa é que  50% dos valores referentes ao corte do ponto  serão pagos até 26 de julho e o restante deverá ser quitado até 27 de agosto.
 
Nesta quarta, os grevistas estiveram na Assembleia e conseguiram apoio político para o impasse.  Inclusive, deputados do PT e do PSL se uniram em apoio aos educadores.
 
A deputada Janaina Riva (MDB), líder do bloco Resistência Democrática, cobrou que a greve da educação seja prioridade nesta semana. “O debate sobre a tributação do Estado e reinstitução dos incentivos é importante, mas não existe pacificação sobre o tema. Estamos enxugando gelo enquanto temos 50% da população do Estado sem aula. Vamos priorizar isso nesta semana. Vamos centrar na discussão para findar a greve”.
 

Fonte: RDNews

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