Professores que fizeram BO contra greve devem abrir mão dos direitos, diz Sintep

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03 de Junho de 2019 ás 07:10

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público de Mato Grosso (Sintep), Valdeir Pereira, afirmou, na manhã de sexta (31), que os professores que registraram boletins de ocorrência contra a greve da categoria devem abrir mão dos direitos que forem conquistados no movimento paredista, iniciado na última segunda (27).
 
Na segunda, o casal de professores Rejane Maziero Orlando Andrade e Reginaldo Ferreira de Andrade fez BO por não conseguir entrar na escola estadual Marcelina de Campos, no bairro Santa Amália, em Cuiabá.
 
Conforme os boletins de ocorrência, os professores queriam bater o ponto e trabalhar. O portão tinha sido fechado pela direção da escola, após comunicado à comunidade.
 
Para o sindicalista, os professores que se mostraram contra a greve devem ir ao sindicato e apresentar um documento no qual abrem mão das conquistas que a categoria obtiver na paralisação. “Querem os benefícios da luta da categoria, no entanto não querem se comprometer com ela”, criticou.
 
Valdeir frisou que cada servidor tem o direito de não concordar com a greve. “Mas é o mesmo direito de ir ao sindicato e assinar um documento dizendo que vai devolver aos cofres de Mato Grosso (possíveis reajustes concedidos na greve)”, declarou.
 
Caso os professores tenham sido aprovados no último concurso público, o presidente do sindicato orientou ainda que os profissionais peçam exoneração. “(A posse dos aprovados) Foi uma conquista de uma greve de 67 dias”, disse.
 
A greve
 
Os servidores da Educação entraram em greve sob a alegação de que o governador Mauro Mendes (DEM) não atende às reivindicações da categoria. Eles pedem o chamamento dos aprovados em concursos públicos, aumento salarial aprovado em 2013 e melhorias na estrutura das unidades de ensino.
 
De acordo com o Sintep, a decisão pela greve foi tomada em assembleia geral realizada no último dia 20. Segundo o Sintep-MT, a paralisação é por tempo indeterminado, até que haja diálogo com o governador.
 
Nesta sexta, os servidores se reuniram com Mauro. O governador prometeu apresentar uma nova proposta para a categoria. Nenhum acordo foi feito entre as partes.
 

Fonte: Midia News

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