Servidores da Sema aderem ao movimento de greve em MT

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Por 24 Horas News em 06 de Fevereiro de 2019 ás 05:57

Os servidores da Secretaria de Meio Ambiente do Estado de Mato Grosso (SEMA/MT) aprovaram em assembléia realizada na última sexta-feira(01), a participação da categoria na paralisação geral que será feita por todos os servidores do Estado contra o pacote de medidas do Governo.

 “Nossa categoria entendeu que temos que manifestar nossa insatisfação frente as medidas tomadas pelo Governo como congelamento da Revisão Geral Anual(RGA) por dois anos e condicionada à capacidade financeira do estado e atraso dos salários. Decidimos nos juntar aos outros servidores para protestar e chamar a atenção do governo”, afirma o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos da Carreira dos Profissionais do Meio Ambiente do Estado de Mato Grosso – Sintema Germano Passos.

Os servidores da Sema já estão em Estado de Assembleia Permanente / Estado de Greve desde o dia 16 de janeiro e participaram de todas as votações na Assembleia Legislativa, juntamente com servidores de outras categorias convocadas pelo Fórum Sindical.

 “Estamos comunicando antecipadamente a população que precisa dos serviços da Sema para que evitem de se deslocar até a secretaria que não estará funcionando na sua plenitude”, finaliza Germano.

Educação

Os profissionais da educação de Mato Grosso já tinham decidido, em assembleia realizada nesta segunda-feira (4), na Escola Estadual Presidente Médici, em Cuiabá, entrar em estado de greve. O Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT) informou que o estado de alerta é um indicativo para o governo reavaliar a postura e buscar uma negociação.

Durante a assembleia, os profissionais analisaram as medidas adotadas pelo governo Mauro Mendes (DEM) para a redução de gastos. "O pacote de Mauro Mendes já congelou os salários dos servidores com o calote da RGA de 2018, e a suspensão da revisão pelos próximos dois anos”, disse o professor Henrique Lopes.

Ele se refere aos projetos de autoria do Poder Executivo aprovados em janeiro pelos deputados. Com a aprovação, a concessão da Revisão Geral Anual (RGA) aos servidores estaduais está congelado por dois anos e condicionada à capacidade financeira do estado.

De acordo com o Sindicato, as medidas não atacam apenas os servidores da ativa, compromete também os aposentados. Durante a assembleia, foram encaminhadas para votação duas moções. A primeira contra a Reforma da Previdência do governo Jair Bolsonaro, e a segunda, em apoio à mobilização unificada dos servidores da cidade de São Paulo.

 

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