Traficante preso em MT movimentou mais de R$ 1,2 bilhão

» Giro Policial

Por Olhar Direto em 18 de Julho de 2017 ás 07:48

Preso no início do mês na cidade de Sorriso, o traficante Luiz Carlos da Rocha, o Cabeça Branca, reuniu, ao longo de 20 anos, uma fortuna avaliada em pelo menos US$ 100 milhões (cerca de R$ 325 milhões), tendo movimentado uma cifra superior a R$ 1,2 bilhão. De acordo com a Polícia Federal, além de políticos no Brasil e Paraguai, ele teria comprado, com gordas propinas, servidores públicos em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e São Paulo, além de supostamente pagar pelo apoio de funcionários dos portos de Santos e Itajaí, por onde escoava sua mercadoria.

De acordo com O Globo, publicação na qual os montantes foram divulgados, os valores que transformam Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, e Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, bandidos classificados como barões das drogas no continente, como criminosos "pés-de-chinelo". Não há ninguém do nível de Cabeça Branca sendo procurado pela Polícia Federal no momento.

Em depoimento ele já havia confessado que a cocaína que vendia era produzida na Bolívia e que mandava seus comparsas esconderem a droga em fazendas de Mato Grosso. Posteriormente, a droga seguia para depósitos em Cotia e Embu das Artes, na Grande São Paulo. O criminoso, conhecido como Cabeça Branca, também disse os US$ 3,4 milhões, encontrados em uma de suas casas, seriam usados caso ele fosse preso, para o sustento da família e arcar com custos de advogado.

Na primeira fase de identificação da rede ligada ao traficante, a Justiça Federal autorizou o confisco de quatro apartamentos em endereços nobres no Paraná e São Paulo; três casas em condomínios localizados nos dois estados, uma fazenda em Ponta Porã e um terreno. Também foram alvos de sequestro uma frota de veículos, como carros de luxo e caminhões usados no transporte da droga. Em dois deles, os agentes localizaram cerca de 1,3 tonelada de cocaína escondida em fundos falsos. Os motoristas foram presos.

Em dois endereços, em imóveis usados pelo traficante, os policiais encontraram uma fortuna: cerca de US$ 4,45 milhões (em torno de R$ 13 milhões) em espécie. Em Osasco, escondidos num closet luxuoso, havia US$ 3,45 milhões guardados em malas; e no bairro do Butantã, em São Paulo, dentro de sacolas de papelão, foi localizado mais US$ 1 milhão. Também foram recolhidos relógios da marca Rolex, garrafas de vinhos caros (com um exemplar de Petrus, cujo preço pode chegar a mais de R$ 27 mil), joias e bolsas de grife famosas. Essa parte do material ainda não foi avaliada.

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