MP suspeita que senadora eleita contratou pesquisa ilegal em MT

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Por Folhamax em 24 de Outubro de 2018 ás 08:23

Além de supostamente ter pago o serviço de publicidade da imagem durante o período de pré-campanha, a senadora eleita Selma Arruda (PSL) agora é suspeita de ter contratado pesquisa qualitativa de forma ilegal durante o mesmo período. A possibilidade foi levantada pelo Ministério Público Eleitoral (MPE), por meio da procuradora Regional Eleitoral, Cristina Nascimento de Melo.

A suspeita foi levantada pela procuradora ao pedir que o desembargador do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) reconsiderasse sua decisão de negar a inclusão do órgão no polo ativo da ação que investiga Selma por abuso de poder econômico. “Importante registrar que na petição de ingresso o agravante apresentou novo indício que sugere que os agravados utilizaram do mesmo expediente para contratação e pagamento de outro serviço de natureza tipicamente eleitoral, qual seja, pesquisa eleitoral qualitativa, tal como suspeitou o autor da ação na petição inicial quando requereu a quebra do sigilo bancário dos agravados”, menciona o documento.

Na peça, a procuradora ainda cita que a senadora eleita e seu primeiro suplente, Gilberto Possami (PSL), contraíram despesas de natureza eleitoral superiores a R$ 1,2 milhão. De acordo com o MPE, R$ 700 mil não foram pagos de forma legal. “Consoante relatado na petição inicial, a candidata ao Senado Selma Rosane de Arruda e seu respectivo companheiro de chapa Gilberto Eglair Possami abusaram do poder econômico ao contraírem despesas de natureza eleitoral no importe de R$ 1.234.808,44 milhão, tendo pago a quantia de R$ 700 mil com recursos de origem desconhecida e que não tiveram regular trânsito pela conta bancária oficial de campanha”, diz outra parte do documento.

A ação foi protocolada pelo adversário de Selma Arruda nestas eleições, o candidato derrotado ao Senado Sebastião Carlos (Rede). Ele se baseou em outra ação judicial, de autoria do empresário Junior Brasa, proprietário da Genius Publicidade, que cobra uma dívida no valor de R$ 1,2 milhão da senadora eleita por serviços prestados durante o período de pré-campanha.

Em sua defesa, Selma alegou, em coletiva de imprensa, que as acusações são infundadas porque não existe crime de caixa dois durante a pré-campanha, além de que a prática de contratar publicitários, popularmente chamados de marqueteiros, para trabalhar a imagem de pré-candidatos é corriqueira e comum. Além disso, a senadora eleita ainda argumentou que não há porque se falar no suposto crime, uma vez que ela fez as transações de forma transparente, utilizando, inclusive, suas folhas de cheque nominalmente.

O caso deve tramitar com celeridade para atender à nova resolução da Justiça Eleitoral, que visa julgar os casos de supostos crimes eleitorais de candidatos eleitos antes de ser realizada a posse. As acusações que pesam contra Selma, se comprovadas, podem resultar na cassação de toda a chapa de Selma Arruda, fazendo com que seus votos fossem anulados, dando a 1ª colocação para Jayme Campos (DEM).

 

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