Escândalo Cooperlucas e grampos marcam confronto entre candidatos ao Governo

» Eleições

Por RepórterMT em 21 de Setembro de 2018 ás 07:43

Os candidatos ao Governo do Estado, Pedro Taques (PSDB), Mauro Mendes (DEM), Wellington Fagundes (PR), Arthur Nogueira (Rede) e Moisés Franz (Psol), participaram de um debate promovido pela seccional de Mato Grosso da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MT) na noite desta quinta-feira (20) com transmissão ao vivo da TV Assembleia.

No primeiro bloco do confronto, Mauro Mendes cutucou o governador Pedro Taques ao parabenizar a OAB por ter sido a primeira entidade a denunciar o caso dos grampos ilegais em Mato Grosso à Justiça.

“Quero parabenizar essa instituição pela defesa intransigente que ela sempre fez pela democracia de nosso país, e muito especialmente aqui em Mato Grosso pelo recente caso conhecido como grampolândia pantaneira”, afirmou o democrata.

Em seguida, Mauro também citou a mudança na data de pagamento dos salários dos servidores, que passou do dia 30 para o dia 10 de cada mês subsequente, na gestão Pedro Taques.

"Nós temos que ter a compreensão da dificuldade que Mato Grosso passa. O Estado atrasou salário, não tem nenhum fornecedor que recebe em dia e ainda atrasa o pagamento obrigatório aos municípios. Essa é a dura realidade, que não foi construída apenas nesses últimos quatro anos, mas eu diria nos últimos oito anos”, criticou ao prometer enxugar o Estado.

No entanto, o governador rebateu Mauro ao afirmar que o democrata desconhece o Executivo estadual. "As pessoas desconhecem totalmente o Estado e a demonstração foi neste debate".

Arthur Nogueira (REDE) lembrou Mauro Mendes sobre a suposta fraude de R$ 200 milhões na Cooperlucas, na cidade de Lucas do Rio Verde. Segundo a denúncia, o esquema consistia em fraude na armazenagem de grãos nos anos 90. Operações irregulares de financiamento agrícola também teriam sido feitas pelo Branco do Brasil.

“Com relação ao que você disse sobre o meu vice, por favor, diga na presença dele. Esse caso da Cooperlucas já foi 100% arquivado e ele [Pivetta] totalmente inocentado. Então o senhor não me traga nada que não retrate a realidade”, argumentou Mauro Mendes.

Em reposta, Nogueira afirmou que o arquivamento de um processo não garante a inocência. “Senhores advogados aqui presentes, dizer que uma prescrição é inocência é no mínimo não conhecer o instituto do Direito”, rebateu.

 Wellington Fagundes também voltou a culpar o ex-prefeito de Cuiabá Mauro Mendes pela não conclusão das obras do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). “No município a maior autoridade é o prefeito e neste caso toda a obra que é feita na cidade é obrigação do prefeito acompanhar, o que não ocorreu com o VLT. (...) Houve omissão da Prefeitura”, disse o republicano.

 

» Mais Imagens