Marioneide diz que MEC foi truculento ao pedir filmagens e festeja recuo de Vélez

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Por RDNews em 27 de Fevereiro de 2019 ás 06:42

A secretária estadual de Educação Marioneide Klimaschewsk classificou como  “truculento” o e-mail enviado pelo Ministério da Educação (MEC) para escolas de todo país pedindo que crianças sejam gravadas em vídeo, após serem perfiladas para cantar o Hino Nacional. Além disso, considera como inadequado a leitura da carta finalizada com o slogan de campanha do presidente da República Jair Bolsonaro (PSL): "Brasil acima de tudo. Deus acima de todos".

Por isso, Marioneide comemorou a decisão do ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez, de rever a orientação enviada para as escolas. Segundo ela, o pedido do MEC não seria atendido pela rede de ensino público estadual de Mato Grosso.

“Considero um pedido truculento por não ter sido debatido com a comunidade escolar e pode desrespeitar a autonomia das escolas. Em Mato Grosso, nosso foco continua sendo a melhoria da qualidade do ensino, da aprendizagem dos nossos alunos e da estrutura das escolas. Ainda bem que o próprio ministro Vélez Rodriguez reconheceu o equívoco e se retratou”, disse Marioneide ao .

Sobre cantar o Hino Nacional, a secretária de Educação afirma que a prática já é adotada nas escolas de Mato Grosso em momentos de acolhida dos estudantes. Entretanto, afirma que filmagens de crianças em ambiente escolar não são permitidas.

 “No Estado de Mato Grosso, nenhuma criança será filmada em pátio de escola. Isso é uso indevido da imagem, precisa de autorização dos pais e não é nosso foco. Queremos sim um grande pacto nacional pela melhoria do ensino”, completou.

Marioneide também descartou a leitura de carta com o slogan de Bolsonaro no ambiente escolar. Para a secretária, isso afronta as diretrizes básicas do ensino. “Somos contra qualquer impregnação de ideologia político-partidária no ambiente escolar. A Seduc não concorda e não permite esse tipo de prática”.

O próprio movimento Escola Sem Partido, que apoiou a nomeação de Vélez Rodríguez no MEC, criticou o pedido às escolas. Na segunda (25), eles haviam comparado o uso do slogan com o "canteiro de sálvias em forma de estrela no jardim do Alvorada", no Governo Lula. As flores foram plantadas, em 2004, a pedido de Marisa Letícia, mulher do ex-presidente, e causaram polêmica.

 

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