Em leilão, energia de PCH em Lucas do Rio Verde e Sorriso é negociada por R$ 727 mi

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30 de Junho de 2019 ás 08:45

A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) e a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) realizaram na sexta (28), em São Paulo, o Leilão de Geração de Energia A-4 de 2019, que registrou deságio médio de 45% no preço da energia e vai gerar investimentos de R$ 1,892 bilhão na construção de novas usinas.
 
A maior negociação ocorreu em torno de uma Pequena Central Hidrelétrica (PCH) em Mato Grosso, que terá potencial de produção de 24 mil MW, cujo investimento total deverá somar R$ 727 milhões nos próximos anos. O empreendimento Foz do Cedro será construído no Rio Verde, entre os municípios de Lucas do Rio Verde e Sorriso. O preço por MWh foi negociado em R$ 198. O investimento para a produção do empreendimento será de R$ 178 milhões. 
 
Destinado à contratação de energia proveniente de novos empreendimentos de fontes hidrelétrica, eólica, solar fotovoltaica e termelétrica a biomassa, com início do suprimento a partir de janeiro de 2023, o certame contratou 401,6 MW de potência e teve preço médio de R$ 151,15 por MWh. O deságio médio em relação aos preços-teto estabelecidos, de 45,03%, representa uma economia de R$ 2,166 bilhões para os consumidores de energia.
 
Foram negociados Contratos de Comercialização em Ambiente Regulado (CCEARs) por quantidade, com prazo de suprimento de 30 anos, para empreendimentos hidrelétricos, contratos por disponibilidade, com prazo de suprimento de 20 anos, para usinas a biomassa, além de contratos por quantidade, com prazo de 20 anos, diferenciados por fontes, para empreendimentos a partir das fontes eólica e solar fotovoltaica.
 
“Percebemos uma tendência dos empreendimentos solares e eólicos destinarem cerca de 70% de sua garantia física para o mercado livre. Desta maneira, além do preço negociado no leilão é preciso considerar as estratégias comerciais de cada empresa. Mas é importante a sinalização do mercado livre auxiliar na expansão do Sistema”, ressaltou Rui Altieri, presidente do Conselho de Administração da CCEE.
 
Os projetos hidrelétricos tiveram deságio de 31,2%, negociados a R$ 198,12/MWh, enquanto os empreendimentos eólicos chegaram ao preço de R$ 79,9 por MWh (deságio de 61,5%). Os projetos a energia solar negociaram seus contratos por R$ 67,48/MWh, com deságio de 75,6% e termelétricas a biomassa venderam energia por R$ 179,87/MWh, com deságio de 42,2%.
 
Foram contratados 15 empreendimentos de geração, sendo 5 Pequenas Centrais Hidrelétricas  (81,3 MW), 1 usina térmica movida a biomassa (21,4 MW), 3 usinas eólicas (95,2 MW) e outras 6 usinas solares  (203,7 MW). Os estados beneficiados com a contratação de projetos foram Ceará (5), Piauí (2), Santa Catarina (2), Minas Gerais (2), Rio Grande do Norte (1), Paraná (1), Mato Grosso (1) e Mato Grosso do Sul (1). Os investimentos nas usinas devem gerar 4,5 mil empregos (Com Assessoria).
 

Fonte: RDNews

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