Gallo diz que meta é trazer salários para dentro do mês trabalhado

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Por Midia News em 02 de Fevereiro de 2019 ás 08:37

O secretário de Estado de Fazenda Rogério Gallo afirmou que a meta do Governo é eliminar os escalonamentos salariais ainda em 2019, quando o pacote de ajustes do governador Mauro Mendes (DEM) trouxer reflexos no caixa do Executivo. Em entrevista à rádio Capital FM, nesta semana, o secretário disse que, depois, a meta será a de pagar os salários dentro do mês trabalhado, como ocorria até 2015.

 “Só depois de estarmos em equilíbrio, teremos condições de, nos próximos anos, até este ano ainda, melhorarmos nossa performance em relação ao escalonamento. E também de conseguirmos trazer novamente para o dia 10. É um trabalho que vamos fazer firmemente para neste ano de 2019 deixar de escalonar os salários”, disse. Segundo Gallo, é uma promessa de campanha de Mendes que a folha seja quitada dentro do mês trabalhado. Mas ele não estabeleceu prazo para que isso ocorra.

 “É uma meta, é nosso objetivo e isso está na priorização que estamos fazendo com o servidor público. É uma meta e vamos trabalhar muito fortemente para trazer todos os salários para o dia 10 e rumarmos para trazer, que é um compromisso do governador Mauro, o salário para dentro do mês”, afirmou. O secretário disse que somente com o pacote de Mendes essa estabilização do caixa será possível.

O democrata conseguiu aprovar, na semana passada, na Assembleia Legislativa, a mensagem que estabelece critérios para a concessão da RGA (Revisão Geral Anual); a reforma administrativa, que corta secretarias e autoriza a extinção de empresas e autarquias públicas; e um projeto que institui a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) Estadual.  “Então, nós estimamos que em dois anos completos, e aí entra a questão do gatilho, estaremos em uma situação de reequilíbrio muito melhor do que estamos hoje. Com todas as medidas que foram tomadas, as despesas crescendo menos que a receita, vamos melhorar nossa situação”, disse.

 “A tendência é que o atual déficit se elimine e, partir de então, quando tivermos um equilíbrio não meramente formal, mas real, com todos os fornecedores recebendo em dia, com os salários no prazo previsto, teremos uma situação para discutir a questão da Revisão Geral Anual”, completou.

 

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