Força-tarefa vai garantir escoamento de grãos pela BR-163

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Por 24 Horas News em 31 de Janeiro de 2019 ás 06:26

A ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) enfatizou a importância das obras da BR 163 no Pará, incluídas na Operação Radar II detalhada nesta quarta-feira (30) pelo ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, com o objetivo de escoar a safra 2018/2019. “Essa rodovia 163 é o eixo principal do escoamento de grande parte da produção, que a cada ano tem aumentado na saída pelo Arco Norte, os portos da região”, disse a ministra.

A BR 163, mais conhecida como Rodovia Cuiabá-Santarém, começou a ser construída na década de 1970 no estado mato-grossense, mas hoje se estende do município gaúcho de Tenente Portela até Santarém (PA). Ao todo, são 3.470 km de extensão. Em março de 2014, dois trechos foram privatizados - um em Mato Grosso do Sul e outro em Mato Grosso. A rodovia é, à exceção do Pará, onde a falta de asfalto causa prejuízos ao escoamento da produção agrícola de Mato Grosso, o maior produtor de grãos do país.

“O Mato Grosso, como todos sabem é o maior produtor de grãos do Brasil. Das 237 milhões de toneladas de produção estimada para este ano, 63,4 milhões devem ser produzidas no estado”, lembrou Tereza Cristina. A ministra destacou o trabalho integrado dos ministérios para melhorar o escoamento da produção de grãos. "Neste governo, todos trabalham juntos. Não há vaidades".

São três bases operacionais em trechos da BR, com equipes de campo do Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (DNIT) e do Exército, com veículos, equipamentos e sinalizadores. As bases foram instaladas entre os municípios de Novo Progresso e Moraes Almeida, no Pará.

Segundo o ministro da Infraestrutura, o governo trabalha para concluir até o fim deste ano cerca de 100 Km do trecho não pavimentado entre a divisa de Mato Grosso e Santarém. Segundo ele, a 163 será preparada para concessão juntamente com pequeno trecho da BR-230, que faz a ligação ao porto de Miritituba, no Rio Tapajós, em Itaituba (PA).

Tarcísio de Freitas divulgou ainda que deverão ser renovadas concessões de ferrovias e a previsão de realizar leilões de concessão da Ferrogrão, que Tereza Cristina, destacou ser fundamental para a produção, e a Fiol, também conhecida como Ferrovia Oeste-Leste. O trecho passa pela Bahia e Tocantins, ligando o Porto Sul, em Ilhéus à Ferrovia Norte-Sul. O projeto da Ferrogrão prevê uma ferrovia longitudinal formando corredor de exportação pela Bacia Amazônica, numa extensão de 1.142 km, conectando o Centro-Oeste ao Porto de Miritituba.

 

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