Mendes diz que MT inicia 2019 com rombo de R$ 1,5 bi nas contas

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Por Midia News em 05 de Dezembro de 2018 ás 06:40

O governador eleito Mauro Mendes (DEM) afirmou que sua gestão deve começar o ano com uma dívida de até R$ 1,5 bilhão, que será deixada pela administração do governador Pedro Taques (PSDB). O democrata começou a receber nesta semana os dados da equipe de transição. Por conta desse valor, pode ocorrer na próxima Lei Orçamentária Anual (LOA) vir negativa. Seria a primeira vez que isso ocorreria em Mato Grosso.

“Vamos trazer uma peça que tenha a realidade da receita para 2019, mas também da despesa programada que obrigatoriamente vai acontecer em 2019. Preliminarmente, os números apresentados mostram que temos um déficit que supera a casa de R$ 1 bilhão”, disse ele ao sair de uma reunião com o presidente da Assembleia Legislativa, Eduardo Botelho, na tarde de terça-feira (04).

 “Ou seja, vamos começar sabendo que vai faltar quase R$ 1,5 bilhão para fechar as contas em 2019. Então, é uma realidade muito ruim, muito dura e é isso que estou mostrando aos deputados”, afirmou.

O governador eleito disse que tomará uma série de medidas para tentar mudar a realidade. Entre elas, o corte de secretarias, que sairá de 24 para 15, e até a redução de 20 empresas públicas que há em Mato Grosso.

Questionado sobre o pagamento das emendas parlamentares, Mendes disse que os deputados também precisarão ajudar o Executivo. Na semana passada, os parlamentares aprovaram um Projeto de Emenda Constitucional (PEC) que obriga o Executivo a destinar 1% da receita corrente líquida do Estado aos 24 parlamentares, por meio de emendas.

“Temos um Estado que deve para Deus e todo mundo, não consegue honrar seu compromisso na Saúde. Existe um caos, com hospitais fechando, um caos em Rondonópolis, salários atrasados, fornecedores, praticamente todos sem receber. Deve R$ 160 milhões para os Municípios na Saúde. Então, é uma duríssima realidade financeira”, disse.

“Nós temos mostrado aos Poderes essa dura realidade. Temos mostrado o esforço que o Executivo tem feito para poder colocar a casa em ordem, para que possamos buscar esse equilíbrio. Todo mundo precisa ajudar Mato Grosso neste momento. Não só o Executivo tem que fazer esse esforço. Todos precisam ajudar”, afirmou.

 

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