Estado conclui PAD e proíbe ex-servidora de voltar ao setor público

» Corrupção

Por Folhamax em 02 de Maio de 2019 ás 06:40

A Controladoria-Geral do Estado (CGE) concluiu o Processo Administrativo Disciplinar (PAD) contra a ex-servidora comissionada do Detran (Departamento Estadual de Trânsito), Elisete Rech Beling de Miranda, acusada de participar de um esquema de venda de carteira de habilitação (CNH). Com a conclusão do PAD, o governador Mauro Mendes (DEM) oficializou hoje (30) a demissão da comissionada, que fica impedida de contratar com o poder público. O esquema foi deflagrado pela Operação Fraus, deflagrada pela Polícia Civil em novembro de 2013.

“[O governador resolve:] Acolher as sugestões da Controladoria-Geral do Estado, devidamente ratificadas pela Autoridade Processante e pela Procuradoria-Geral do Estado e aplicar a pena de demissão à servidora Elisete Rech Beling de Miranda”, assinou o governador Mauro Mendes.

De acordo com informações obtidas junto à CGE, a servidora já havia sido exonerada em 2015, com a instauração do PAD para investigar sua conduta. Ela ocupava o cargo de gerente de Processo de CNH.

Contudo, apesar de já exonerada, o processo continuava a tramitar no âmbito administrativo, até que fosse concluído, até para se evitar que, mais pra frente, acabasse por ocupar novos cargos na Administração Pública.

A Operação Fraus foi deflagrada em 2013 pela Polícia Judiciária Civil (PJC) de Barra do Garças e desarticulou um esquema de venda de CNHs em 39 cidades de Mato Grosso, Goiás e Tocantins. Deste total, 8 são de Mato Grosso.

Na ocasião, a PJC cumpriu 19 mandados de prisão temporária e 116 conduções coercitivas contra pessoas envolvidas na venda de CNHs. Além disso, os policiais também cumpriram 48 mandados de busca e apreensão.

A base da operação foi instalada em Barra do Garças (521 km de Cuiabá). As CNHs estavam sendo comercializadas a motoristas sem a realização das provas teórica e prática de direção. O esquema não se resumia a isso. Em alguns casos, o candidato realizada os exames de fachada, pois sua aprovação já tinha sido acertada.

E mais, em outros casos, terceiros se passavam pelos candidatos e realizavam as provas. O documento saía aos candidatos por valores entre R$ 600 e R$ 5 mil.

Além de servidores do Detran, foram alvos da Operação os proprietários de Centros de Formação de Condutores de Barra do Garças – as autoescolas –, instrutores, fiscais examinadores do Detran e Ciretrans (Circunscrição Regional de Trânsito) dos municípios.

Nome da Operação

O nome da operação “Fraus” vem do latim e significa “uma mentira contada com boa intenção”. Na mitologia romana “Fraus” representava um deus personificado num teatro. O nome foi escolhido pela procura dos suspeitos em dar aparência lícita ao esquema criminosos de venda de habilitação com várias facetas e engenhosidades na sua consecução de resultado.

 

 

» Mais Imagens