Janaina denuncia que empresas delatadas por Silval continuam recebendo do Governo

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Por Olhar Direto em 08 de Março de 2018 ás 08:26

Destacando a marca de 300 dias do escândalo dos grampos telefônicos praticados por um núcleo da Polícia Militar de Mato Grosso, a deputada Janaina Riva (MDB) afirmou, durante sessão plenária esta semana, que a sociedade começa a ter “dúvidas com relação à honestidade do Governo e do governador Pedro Taques”. Segundo a deputada, além deste e de outros casos, a insegurança da população se dá por conta de o Governo ainda manter contratos com empresas denunciadas por fraude pelo ex-governador Silval Barbosa.

 “Dúvidas acerca dessa gestão e da honestidade dela nós temos muitas, porque de honesto esse governador não tem mais nada. A sociedade está cheia de dúvidas. Porque é que tem empresas delatadas pelo ex-governador Silval Barbosa, não somente no Detran,  que continuam recebendo da Sinfra milhões e milhões de reais. Gostaria que alguém me explicasse como um governador chama a oposição de fracassada, estando à frente da gestão mais pífia e rejeitada da história de Mato Grosso”, disparou a deputada.

Com relação aos grampos telefônicos, do qual a deputada foi uma das vítimas, Janaina acusou o Governo de se esforçar para que o processo saísse das mãos do desembargador Orlando Perri, segundo ela, com o intuito de prejudicar as investigações.

“Fizeram de tudo para tirar o processo das mãos do sério, competente e honesto desembargador Orlando Perri, homem de muita coragem e respeitado em todo o estado de Mato Grosso. Fizeram esse esforço para tirar daqui de Mato Grosso e desviar o foco. Ora, quem teria interesse em ouvir ilegalmente os opositores do governador Pedro Taques?", questionou.

Outro lado

Por meio de sua assessoria de imprensa, a Controladoria-Geral do Estado afirmou que os contratos com determinadas empresas responsáveis por obras que tiveram início na gestão passada envolvem uma série de particularidades, como é o caso do Consórcio VLT. Segundo a CGE, como tem sido amplamente divulgado, a rescisão destes contratos implica em muitas consequências.

Além disso, de acordo com a CGE, das empresas que são citadas na delação do ex-governador Silval Barbosa, a Controladoria possui processos administrativos em desfavor de 19 delas. As demais empresas estão em processo de identificação, tendo em vista que o órgão ainda toma depoimento dos envolvidos nas supostas fraudes. 

 

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