FIFA pressionou governo de MT a comprar R$ 640 mil em ingressos para jogos da Copa em Cuiabá

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Por Redação/Reporter MT em 15 de Junho de 2014 ás 08:17

Secom-MT

O governo de Mato Grosso recusou pelo menos uma exigência da FIFA. Os cartolas da entidade máxima do futebol queriam que os cofres públicos de MT comprassem nada menos que R$ 640 mil em ingressos para os jogos em Cuiabá.

Mas com tantas obras inacabadas e os gastos já excessivos com o Mundial, não ficaria bem o estado tomar mais essa garfada dos cartolas europeus que, aliás, devem sair do país com os bolsos estufados, como nunca antes na história das Copas. 

O governador Silval Barbosa (PMDB) foi orientado por um novato secretário de seu staff a não entrar na onda da cartolagem e recusar a compra dos tais ingressos. O argumento foi de que seria 'um tiro no pé' caso o governo cedesse, mais uma vez, aos caprichos a FIFA. "O povo já está ressabiado com tudo; seria uma afronta aos mato-grossenses", disse uma fonte palaciana. 

Outros governos não tiveram a mesma postura e, segundo publicou a Folha de São Paulo, foram mais de R$ 9 milhões torrados por bancos estatais e governos estaduais em ingressos para o Mundial.

Dentro do que o governo federal considera investimento estratégico, estatais, Banco de Brasil e Caixa, compraram R$ 9,1 milhões em ingressos FIFA. Os bilhetes serão distribuídos a parceiros estratégicos do governo, diz a versão oficial.

O Banco do Brasil, que tem a União como principal acionista, torrou R$ 5 milhões em ingressos. A Caixa gastou R$ 1,8 milhão em 480 ingressos que serão sorteados entre os donos de casas lotéricas e funcionários do banco. 

A administração do Porto Pernambucano de Suape comprou camarote VIP por R$ 745 mil. O BRB controlado pelo governo do Distrito Federal comprou  R$ 1,2 milhão para clientes privilegiados. 

Enquanto isso, os cartolas da FIFA estão com o sorriso de orelha a orelha. Segundo publicou o jornal O Estado de São Paulo, a entidade vai lucrar no país R$ 10 bilhões. A Federação foi beneficiada ainda com a renúncia fiscal do governo brasileiro, de cerca de R$ 1 bilhão. 

 

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