Prefeitura fecha cerco contra terrenos abandonados e poderá tomar propriedades

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Por Olhar Direto em 12 de Abril de 2019 ás 06:37

O prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), disse nesta quinta-feira (11) que o projeto ‘Cidade Limpa’, lançado há dois dias, irá fechar o cerco contra os terrenos abandonados que existem na capital mato-grossense. A intenção é aumentar a fiscalização. Em alguns casos, o proprietário poderá, inclusive, perder a terra na Justiça.

“Lançamos o projeto ‘Cidade Limpa’, que é tolerância zero com os proprietários de terrenos baldios que estão abandonados pela cidade. Eles se transformam em matagais, causando insegurança, pontos de doença, drogas e prostituição”, disse o prefeito Emanuel Pinheiro.

O proprietário que não se adequar, poderá até perder a terra. “Agora, o proprietário que não limpar, nós iremos notificar, autuar, limpar e levar para a Justiça, se for o caso. Tudo isto para que o proprietário tenha responsabilidade, caso contrário, pode perder o terreno”.

Em Cuiabá, vários terrenos estão nesta situação. Muitos deles servem como abrigo para usuário de drogas e ainda como ponto de proliferação de doenças. Um dos pontos está localizado no bairro Araés, na rua General João Severiano da Fonseca, onde o mato e diversos objetos tomaram conta do local.

Cidade Limpa

Cuiabá começou a contar com uma nova modalidade de coleta de resíduos nesta quinta-feira, quando foi lançado o primeiro conjunto de lixeiras subterrâneas que atenderão, a princípio, a demanda da região central.

O conjunto conta com três contêineres semienterrados, com capacidade para suportar até 1.000 litros de lixo cada. Pensando em incentivar a população na adoção de hábitos de coleta seletiva, a estrutura é dividida em dois espaços: para resíduos secos (recicláveis) e resíduos úmidos (não recicláveis). O transporte também conta com um caminhão preparado especificamente para esse tipo de trabalho.

A instalação dos compartimentos faz parte do grupo de medidas exigidas no processo licitatório de contratação de empresa especializada na prestação do serviço de coleta e transporte de resíduos, finalizado em 2018. Assim como já acontece com o recolhimento domiciliar normal, a Prefeitura não arca com os equipamentos, mas sim com a quantidade de lixo recolhida.

 

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