Bióloga estava a 54 km/h quando atropelou jovens, diz perícia

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Por Midia News em 20 de Fevereiro de 2019 ás 06:41

A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) e a Polícia Civil apresentaram nesta quinta-feira (19) o laudo pericial apontando que a bióloga Rafaela Screnci da Costa Ribeiro estava a 54 km/h na Avenida Getúlio Vargas quando atropelou três jovens no dia 23 de dezembro.

Na ocasião, ela atingiu as estudante Myllena de Lacerda Inocêncio, de 22 anos, Hya Giroto Santos, de 21, e o cantor sertanejo Ramon Alcides Viveiros, 25, que saíam da boate Valley. A única que sobreviveu ao atropelamento foi Hya, que ainda sofre com sequelas.

Segundo o perito Henrique Praieiro, o fator humano foi o que contribuiu para o acidente, pois o automóvel da bióloga estava em perfeitas condições e não havia obstruções na pista. “Nós constatamos no local que ela tinha condições totais de visualizar as pessoas sobre a pista, reagir de maneira a imobilizar o seu veículo evitando, assim, a colisão com pessoas sobre a pista”, explicou.

Ele ainda acrescenta que, se Rafaela estive em plenas condições motoras, ela teria conseguido parar o carro antes de atingir os jovens. “Se ele [carro] tivesse sido conduzido por um condutor padrão, que é um condutor que tem reflexos padrões mínimos para se trafegar, ele conseguiria repousar o seu veículo antes de atingir as vítimas”.

O delegado Christian Cabral, da Delegacia Especializada de Delitos de Trânsito (Deletran) ainda informou que Rafaela responde por homicídio culposo agravado por ingestão de bebida alcoólica. “Ela [Rafaela] está sujeita a uma pena de reclusão de até 8 anos por cada homicídio. E, no caso de lesão praticada contra a Hya, uma pena de ate 5 anos de reclusão”.

No entanto, as investigações podem alterar a responsabilidade do crime para homicídio doloso, onde a motorista pode pegar uma pena de até 20 anos. O delegado relatou que ainda deve ouvir mais testemunhas e os policiais estão tentando identificar outras pessoas que teriam presenciado o acidente.

 “Existem pessoas que nós aguardamos ouvir ainda que tiveram contato com a Rafaela, que vão corroborar com a situação de embriaguez dela e o estado real da capacidade psicomotora nos instantes que antecederam o crime”.

 

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