Procuradora que atropelou gari pede desculpas, doa muletas e R$100 à vítima

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Por Olhar Direto em 13 de Dezembro de 2018 ás 06:39

A procuradora aposentada, Luiza Siqueira de Farias, de 68 anos, que atropelou o gari Darliney Silva Madaleno, de 41 anos, que teve a perna amputada, o visitou no bairro Renascer, em Cuiabá, na última semana. No encontro, ela levou um par de muletas e lhe entregou a quantia de R$100. Na ocasião, ela ainda chorou e pediu desculpas.

O acidente, no momento em que o gari trabalhava, foi registrado na madrugada do dia 20 de novembro, na avenida Getúlio Vargas, em Cuiabá. Pouco após o atropelamento,  submetida a exame de alcoolemia, constatou-se que a condutora  do Jeeep que atingiu Darliney estava embriagada.

A esposa da vítima, Rosilda de Souza, de 53 anos, disse ao Olhar Direto que a visita aconteceu há cerca de 15 dias. Primeiramente, o advogado da procuradora aposentada procurou a família. Logo após, ela também compareceu na pequena casa alugada onde o casal mora. Na ocasião, ela pediu desculpas pelo ocorrido.

 À reportagem, Rosilda se diz preocupada com o futuro da família. Ambos estavam empregados quando ocorreu o fato, mas por conta do acidente, "Ney" não conseguirá mais trabalhar. E ela, que estava em contrato de experiência, teve que largar o emprego para cuidar do marido. Além disso, ambos não possuem formação escolar e só exerceram trabalhos braçais.

 “Ela só pediu desculpas, chorou. Tudo bem. Dinheiro não vai trazer a perna do meu esposo de volta. Só mora uma irmã dele em Cuiabá. A família dele mora em Campo Grande. Ninguém se disponibiliza para ficar com ele. E agora? Temos que pagar aluguel, pagar luz, água. Como vamos fazer?”, questionou.

 “Tem que ter um jeito dela pagar um aluguel para nós, pelo menos até sair à causa [na justiça]. Até sair o [seguro] DPVAT. Esse mês ele recebeu da empresa, mas não se sabe quando o INSS [Instituto Nacional do Seguro Social] começa a pagar o afastamento das atividades. Tá difícil”, relatou.

 Em recente entrevista ao Olhar Direto, a esposa relatou também que as dificuldades são grandes na adaptação do marido, já que a casa onde moram é pequena. Por ser alugada, eles não podem fazer mudanças na estrutura para melhorar a locomoção da cadeira de rodas de Darliney.

 

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