Polícia prende advogadas e mais 5 por incêndio em prefeitura

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Por Midia News em 14 de Novembro de 2018 ás 07:29

Sete pessoas foram presas pela Polícia Civil nesta terça-feira (13) por envolvimento no incêndio da Prefeitura de Nova Bandeirantes (a 1.026 km ao Norte). A operação "Círculo de Fogo" cumpriu cinco mandados de prisão temporária em Nova Bandeirantes, um em Cuiabá e um no Presídio Osvaldo Florentino (Ferrugem), em Sinop.

Dentre os presos estão duas advogadas - N.A.B., de 33 anos, e C.O., de 39 anos - e um contador, F.R.S., de 38 anos. Além deles, também foi preso o vigilante A.F.S., de 51 anos, que trabalhava na prefeitura na ocasião do incêndio. Todos estão sendo interrogados nesta tarde.

Também foram presos na operação K.A.B., que ocupava o cargo de controladora interna na Prefeitura e foi presa em Cuiabá; J.T.G., técnico em telecomunicações que foi contratado para atear fogo na prefeitura. Ele confessou o crime e disse ter subcontratado K.M., de 35 anos, - que está preso em Sinop - para executar o serviço. Este, por sua vez, atuou junto com J.R.O., que foi assassinado em maio deste ano por ligação com o tráfico de drogas.

As duas advogadas e a controladora interna são apontadas como mandantes do crime. O trio tinha interesse em destruir documentos e acusar o prefeito Valdir Rio Branco do incêndio. O objetivo seria se livrarem de um procedimento administrativo (PAD) que respondiam internamente na prefeitura, conforme as investigações.

De acordo com a polícia, todos os presos irão responder por associação criminosa e dano qualificado por emprego de fogo.

A operação é conduzida pelos delegados Vinícius de Assis Nazário e o delegado Flávio Henrique Stringueta. Os mandados de prisão temporária foram expedidos pelo Juízo da Comarca de Nova Monte Verde.

O incêndio na Prefeitura de Nova Bandeirantes ocorreu no dia 2 de outubro de 2017, doze dias após a deflagração da Operação Loki, da Delegacia Especializada em Crimes Fazendários e Contra a Administração Pública (Defaz). O crime, porém, nada tem ligação com operação da Defaz, segundo a polícia.

De acordo com as investigações, a Prefeitura sofreu o incêndio durante a madrugada e o fogo destruiu boa parte do órgão e objetos internos, como computadores e documentos. A intenção era destruir documentos do Departamento de Compras, local onde o incêndio iniciou.

As duas advogadas, a controladora interna e contador da Prefeitura eram investigados em procedimento interno na Prefeitura de Nova Bandeirantes.

Segundo as investigações, a advogada K.A.B e contador F.R.S estavam envolvidos em um esquema de desvio de dinheiro no pagamento de serviços diversos da prefeitura, via a emissão de Notas de Autorização de Despesas. “Seriam pagamentos referentes à licitação, e outros como pagamento diárias de cursos”, disse o delegado Vinicius Assis Nazário.

O delegado Flávio Henrique Stringueta afirmou que os mandantes usaram a operação como pano de fundo para encobrir as fraudes que os ex-funcionários eram investigados administrativamente, buscando acusar o prefeito de colocar fogo na prefeitura, tanto com intuito de destruir possíveis documentos objetos da operação da Defaz, quanto o processo administrativo, as quais respondiam internamente. “Elas acreditavam que com a operação Loki e o incêndio, isso derrubaria o prefeito”, disse Stringueta.

“Vamos ainda realizar algumas diligências de cunho cartorário e devemos finalizar essa investigação”, afirmou o delegado Vinícius Nazário.

A Defaz informou que o incêndio não prejudicou a investigação da unidade, uma vez que os documentos de interesse da apuração na Operação Loki terem sidos arrecadados na ocasião dos cumprimentos de mandados de buscas.

 

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